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Você me deixa confusa, muito na verdade. Me magoa sem perceber e não te culpo, todas as vezes tinha razão. Mas agora nesse frio, meia noite em ponto, estou tão confusa que escrevo mesmo com os dedos doendo de gelado.
A minha cabeça está reproduzindo cada cena dos últimos minutos atrás que acabamos de nos falar. Quando você disse aquelas três palavrinhas não só para eu, mas quando falou para eu olhando no fundo dos meus olhos eu pudia jurar que você também viu o mundinho que criei para nós. Me arrepiei porquê seu olhar parecia estar vendo minha alma de tão profundo que me penetrava.


 Queria dizer tudo o que sinto por você, talvez até o que estou escrevendo nesse momento porque sei que não verá este conteúdo, queria que soubesse como me sinto ao te ver, quando me abraça e também saber que um dia já escrevi um poema sobre nosso primeiro abraço que por um acaso o dia que nos conhecemos.
 Podia tentar mais uma vez ignorar esse sentimento e fingir que nada aconteceu nem a eletricidade nos nossos dedos ao se tocarem, como fiz da última vez. Mas por mais que eu tente não consigo, eu quero estar perto de ti, sentir seu perfume, ouvir sua voz e rir da maneira que fica em pé, a maneira que só você fica quando está com vergonha, a maneira que me olha ao nos encontrarmos, ao tocar minha mão de um jeito suave e lento, me torturando mesmo sem saber, pois o meu desejo é permanecer nos teus braços.
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- Melissa Moreira